O transplante capilar FUE (Follicular Unit Extraction) é um procedimento cirúrgico avançado que permite restaurar de forma natural e definitiva áreas do couro cabeludo com baixa densidade capilar ou calvície. A técnica consiste na extração individual de unidades foliculares da própria pessoa, geralmente da zona occipital, onde os folículos são geneticamente mais resistentes à queda, e posterior implantação nas zonas recetoras.
O resultado é um crescimento capilar progressivo e natural, que acompanha a evolução estética do paciente ao longo do tempo. Ao longo deste artigo, explicaremos todas as fases do transplante FUE e compararemos esta técnica com outras abordagens.
Ainda assim, muitas pessoas preferem evitar este tipo de medicação, por receio de efeitos adversos, e procuram alternativas consideradas “naturais”.
Entre os suplementos mais utilizados estão extratos vegetais como a Serenoa repens (Saw Palmetto) e o Pygeum africanum. Mas será que funcionam mesmo?
Neste artigo explico o que diz a evidência mais recente, em que casos podem ter algum benefício e quais as suas limitações.
Desenho da Área a Tratar
Antes do início do procedimento, o médico realiza um desenho detalhado da zona a implantar, tendo em conta o planeado com o paciente. Esta etapa é fundamental, pois garante uma distribuição adequada e natural dos folículos.
Um médico experiente avaliará também a possível evolução futura da alopecia, evitando desenhos excessivamente agressivos ou linhas capilares pouco naturais.
O transplante capilar deve ser um procedimento totalmente indolor. A anestesia utilizada pode variar:
Importa referir que uma aplicação incorreta da anestesia poderá causar dor durante o procedimento, pelo que é essencial que seja sempre administrada por um médico.
Nesta fase, as unidades foliculares são extraídas individualmente com recurso a punchs muito finos (geralmente 0,7 a 0,8 mm). Após a extração, os folículos são armazenados em condições ideais até serem implantados.
Cada unidade folicular contém entre 1 a 4 (ou mais) cabelos. Na imagem a seguir (caso utilizada no site), pode mostrar-se a variedade de unidades foliculares extraídas pela técnica FUE.
A implantação deve respeitar cuidadosamente o ângulo e a direção natural do cabelo para garantir um resultado esteticamente natural. Também se considera o número de cabelos por unidade folicular:
Vários instrumentos podem ser utilizados na implantação, como pinças, implantares ou KEEPs. Técnicas que minimizam o manuseamento da raiz folicular tendem a melhorar a taxa de sobrevivência dos folículos.
Mais importante do que o instrumento utilizado, é a experiência do médico na execução da implantação.
A maioria dos transplantes FUE é realizada com instrumentos manuais ou motorizados, operados pelo cirurgião e a sua equipa.
O sistema robotizado ARTAS®, lançado em 2011, permitia a automatização parcial da fase de extração. No entanto, constatou-se que os resultados eram inferiores aos obtidos por médicos experientes, além de envolver custos elevados. Por esse motivo, em Portugal estes robots já não são atualmente utilizados.
O transplante FUE é realizado em ambulatório, permitindo o regresso a casa no mesmo dia. Durante o pós-operatório, recomenda-se:
É normal que surja algum edema nos primeiros 3 a 4 dias. Pequenas crostas formam-se na primeira semana, desaparecendo geralmente ao fim de cerca de 7 dias.
Nos primeiros 15 dias, devem ser evitadas exposição solar, exercício físico intenso, saunas e piscinas. Após este período, a atividade normal pode ser gradualmente retomada.
O cabelo transplantado pode cair nos primeiros 3 meses (fase normal), com novo crescimento a iniciar-se a partir do 3.º mês.
Entre os 4 e 6 meses, começam a surgir melhorias visíveis. O resultado final é atingido entre os 12 e os 18 meses.
Como os folículos são retirados de zonas resistentes à alopecia, o cabelo transplantado tende a manter-se ao longo da vida.
Atualmente, a técnica FUE é a mais recomendada na maioria dos casos, por ser:
Mesmo em casos femininos, onde antes se preferia a técnica FUT por não ser necessário rapar a cabeça, hoje já se realizam bandas de rapagem discretas que permitem um transplante FUE praticamente impercetível.
Nomes como FUE Safira, ICE FUE ou FUE DHI são meramente designações comerciais. Todos estes procedimentos utilizam a base técnica da FUE, com pequenas variações em instrumentos ou métodos de armazenamento. Nenhuma destas variantes constitui uma nova técnica independente.
Por ser um processo extremamente minucioso (cada unidade folicular é extraída e implantada individualmente), o tempo total varia:
O tempo depende do número de folículos, da técnica de implantação e da experiência da equipa cirúrgica.
Não. Graças à anestesia local e regional, o transplante FUE é indolor.
Após alguns dias, pode ocorrer um ligeiro desconforto, geralmente muito bem tolerado e facilmente controlável com analgésicos simples.
Depende do caso.
O cabelo transplantado tende a ser permanente, mas o cabelo nativo não protegido por tratamento poderá continuar a cair.
A técnica FUE não deixa cicatrizes lineares visíveis. No entanto, cada ponto de extração cicatriza de forma individual, podendo originar “white dots” quase impercetíveis quando a cirurgia é bem executada.
Quando se respeita a densidade da zona dadora e se utilizam punchs adequados, as cicatrizes resultantes são praticamente invisíveis.
O custo do transplante FUE depende de vários fatores:
Em Portugal, os preços variam em média entre 3000€ e 6000€. Importa reforçar que a escolha deve priorizar sempre a qualidade e segurança clínica, e não apenas o fator preço.